O ódio do povo fada surgiu com o aparecimento da ferida em Geia, ou como os humanos chamam: a fenda da lágrima. E dessa ferida onde uma montanha foi levantada pelos deuses invasores surgiu um novo ser. Esse ser causou espanto e desconfiança em nosso povo e ficamos a observá-los. Esse novo povo cresceu e prosperou de forma anormal aumentando ainda mais o nosso ódio. Usavam e destruíam nossas terras para seu próprio e único bem. Essa prosperidade provavelmente vinha desses deuses invasores que tentaram tomar e dominar a terra de Geia. Entendemos que a humanidade é fruto de algo ruim de Geia, algo antinatural.
Então sentimo-nos responsáveis por vingar Geia e limpar essa peste de nossas terras ancestrais, mas os humanos eram muito organizados e fortes, detinham muito poder e muita coragem – o povo fada teria grande chance de falhar. E logo o plano foi traçado e executado. Os faunos começaram a se misturar. Recebemo-nos em nossas terras, espalhamo-nos, confundimo-nos. Entramos em sua sociedade e em pouco tempo criamos raízes. As raízes se tornaram tão profundas que nos tornamos prefeitos, generais, conselheiros reais... Influenciamos conflitos e pequenas guerras, instituímos a rivalidade e o ódio, manipulamos a confiança e os sentimentos. E quando conseguimos semear o grande caos o golpe final aconteceu. Um golpe perfeito executou a cabeça da sociedade humana. Seus grandes líderes foram assassinados. Ataques e guerras civis ocorreram por toda terra simultaneamente. As cidades e castelos foram tomados com velocidade. Suas armas que cuspiam fogo e suas magias agressivas não funcionaram contra nossa fúria.
Os que sobreviveram fugiram para todos os cantos – para as terras dos povos-fada traidores, pros mares e montanhas. Para nosso povo, depois desse embate, a humanidade era uma doença que, se não fosse usada para algo útil, deveria ser exterminada. Mas a caça à escória foi, de forma geral, um grande fracasso. Os humanos lutaram bravamente em suas últimas fortalezas. Mas com meu novo exército formado, a história irá provar que a lei da natureza sempre prevalece, mais cedo ou mais tarde...
Rahku Machado - sombrio
Grande general sátiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário